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Lemna é um género de plantas com flor aquáticas de livre flutuação pertencente à subfamília Lemnoideae (ex-família Lemnaceae) da família das Araceae. Presentemente existem 14 espécies de Lemna validamente descritas, todas taloides. Algumas das espécies deste género são utilizadas, por serem de crescimento rápido (em condições favoráveis o número de espécimes pode duplicar em 48 horas) e fáceis de cultivar em ambiente controlado e sem solo, são utilizadas como organismo modelo para estudos de ecologia das comunidades, estudos de biologia básica das plantas, ecotoxicologia e produção de biofármacos. Também são utilizadas como fonte de alimento para animais em pecuária e aquacultura e como constituinte de instalações para tratamento de esgotos. As espécies do género Lemna são minúsculas plantas aquáticas de livre flutuação à superfície da água, constituídas por um aparelho vegetativo muito simplificado, formado por uma simples lamela verde, talosa, de dimensões reduzidas. As estruturas taloides (por vezes designadas por frondes) são membranáceas, planas, elípticas a lineares, simétricas ou assimétricas, com 1–5 mm de comprimento e 0,5–3 mm de largura, arredondadas no ápice, com 1–3 nervuras e 1–3 pápulas, sem pontos proeminentes, mas com dois marsúpios laterais. As frondes flutuam livremente à superfície da água, apresentando na face inferior uma raiz filiforme única, com bainha lisa ou alada. As plantas ocorrem geralmente em grupos de 3-4, com as frondes parcialmente fundidas, formando populações densas na superfície de massas de água doce estagnada. São plantas vivazes, em geral multiplicando-se por reprodução vegetativa através do fraccionamento das frondes. As flores ocorrem na região lateral da lâmina, muito simplificadas e sem prófilo, em número de duas ou três por planta, geralmente com uma flor pistilada (feminina) rodeada por duas flores estaminadas (masculinas).